Os TNS e a greve de 2015

O Sindicato Nacional dos Técnicos de Nível Superior das Instituições Federais de Ensino Superior (ATENS-SN) tem buscado, incansavelmente, apoio político para que o Governo o receba como interlocutor dos TNS das IFES nas mesas de negociação salarial, e protocolou no Ministério da Educação (MEC) e no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) sua pauta de reivindicações resultante das deliberações do Primeiro Fórum Nacional do ATENS SN, realizado em Viçosa/MG, nos dias 17 e 18 de outubro de 2014.

Em reunião realizada no dia 8 de maio de 2015, na Secretaria de Educação Superior (SESU), o ATENS SN pôde apresentar os principais pontos que afligem a categoria dos TNS, destacando sua preocupação com a administração das IFES, que há muito vem sofrendo com o ingresso e a rápida evasão de novos profissionais nos cargos que exigem cursos de nível superior para o ingresso.

É do conhecimento de todos que o principal entrave para que novos TNS ingressem (e se mantenham comprometidos) nas IFES é o baixo salário. A estrutura da matriz única do PCCTAE implicou em achatamento salarial dos TNS, o que motivou sua organização para romper com a linearidade entre os padrões de vencimentos das diversas classes. Somente após a quebra da linearidade por iniciativa do Governo é que, no ano de 2007, se configurou a atual estrutura da matriz salarial.

Apesar de ter significado uma melhoria nos vencimentos dos TNS (à época), a atual estrutura da matriz salarial não conseguiu aproximar nossos salários dos padrões históricos dos TNS, ou mesmo dos praticados no mercado, deixando-nos com o título (nada honroso) do pior salário do Serviço Público Federal, resultado direto da forma como as negociações foram encaminhadas pela entidade que se diz representativa dos TNS.

A greve ora deflagrada pelos sindicatos de base da FASUBRA (a partir do dia 28 de maio) não contempla os anseios dos TNS. Pelo contrário, a FASUBRA insiste em levar à mesa de negociação, proposta contrária às reivindicações dos TNS, com um claro viés da volta da linearidade da matriz salarial.

Sendo assim, a posição do ATENS SN é de que a pauta apresentada pela FASUBRA diverge, fortemente, dos nossos interesses e, portanto, a orientação é de que os TNS não devem aderir à greve dos sindicatos da base da FASUBRA. Reafirmamos a importância do instrumento “greve” para todos os trabalhadores, mas, uma eventual greve dos TNS, se aprovada pela base que compõe o ATENS Sindicato Nacional, terá que ser para lutar pelas demandas específicas da nossa categoria, apresentada em nossa pauta de reivindicações protocolada no MEC e MPOG.

#oATENSSindicatoNacionalmerepresenta

Direção do ATENS Sindicato Nacional