Lideranças do funcionalismo discutem Reforma da Previdência

Diante da iminente ameaça aos servidores públicos, diversos representantes de entidades do funcionalismo estiveram reunidos com o deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) para tratar das Reformas que estão em andamento.

Depois de duas modificações drásticas, novamente a Reforma da Previdência preocupa. Iniciando a reunião, o deputado agradeceu a presença de todos e reiterou a importância da união da categoria neste momento.

O presidente do Tribunal de Justiça, Paulo Dimas de Bellis Mascaretti, falou sobre a PEC 287/2016 (Reforma da Previdência) que está tramitando na Câmara Federal. Aproveitou a oportunidade para entregar ao deputado um estudo preliminar elaborado pelo TJSP com os pontos mais importantes sobre a aposentadoria. “Já passamos por três transições de Emendas Constitucionais e tudo isso está ficando de lado. Um grande golpe está sendo dado nos futuros pensionistas e nos servidores”, destacou.
Segundo o texto da reforma, as regras vão prejudicar a integralidade e a qualidade da aposentadoria dos homens até 50 anos e mulheres de 45, ignorando as contribuições realizadas. Para Dimas, os servidores devem propor alternativas, “trabalhar para que o projeto em sua maior parte seja rejeitado”, e completa levantando a questão da auditoria nas contas da Previdência.

O presidente da  Federação das Entidades de Servidores Públicos do Estado de São Paulo (Fespesp) e vice-presidente da Pública-Central do Servidor, José Gozze, se mostrou preocupado com o que todos os brasileiros estão passando e o que vem pela frente. Para ele, a união neste momento é imprescindível: “temos que nos organizar, levar o máximo de servidores à Brasília para pressionar os deputados. Só assim conseguiremos algum resultado”. Além disso, sugeriu percorrer as regiões onde os deputados foram eleitos, para intensificar a mobilização. A ideia foi prontamente acatada pelos líderes presentes.

Para a presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp), Raquel Gallinati, a proposta de reforma não pode ser igual para todos os servidores. “Não há como tratar de forma igual os profissionais de risco, sendo que o Brasil é o país onde mais morrem policiais. Esse é nosso pleito”, enfatizou. De acordo com Raquel, a expectativa de vida de um policial no Brasil é de 60 anos, em média,  e se o Projeto for aprovado, terá que trabalhar até os 70 anos.

Também esteve presente Julio Bonafonte, presidente do Conselho Deliberativo da Assetj. Julio voltou a afirmar que “a proposta do governo é saco de maldades aos servidores”. Para ele, assim como já ocorre em São Paulo, é necessário que os servidores participem da administração da previdência pública.

O secretário-geral da Associação dos Funcionários da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Afalesp), João Elísio Fonseca, destacou a importância da linguagem unificada, de forma que não apenas os servidores compreendam o que está ocorrendo, mas toda a sociedade brasileira: “somos uma categoria em extinção. Estamos trabalhando para diminuir os prejuízos daqueles que almejam a aposentadoria e daqueles que querem entrar no serviço público”.

O próximo encontro será no dia 06 de fevereiro, novamente no escritório do deputado Arnaldo Faria de Sá.

Fonte: Central Pública