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Novo Ministro da Educação – Viés ideológico sem experiência para o cargo

Após protagonizar uma série de polêmicas e provocar uma crise no Ministério da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez teve sua demissão anunciada nesta segunda-feira (8) pelo presidente Jair Bolsonaro. O presidente aproveitou para já anunciar Abraham Weintraub como novo chefe da pasta.

Economista, formado em ciências econômicas pela Universidade de São Paulo, Weintraub era secretário-executivo da Casa Civil, cargo considerado o “número 2” da pasta de Onyx Lorenzoni. Participou ativamente da equipe de transição de Bolsonaro como responsável pela área de Previdência.

Apesar de ter sido apresentado como “doutor” pelo presidente, Abraham Weintraub não chegou a fazer um doutorado. Ele é mestre em administração na área de finanças pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Na iniciativa privada, trabalhou no Banco Votorantim por 18 anos, onde foi economista-chefe e diretor, e foi sócio na Quest Investimentos.

Diante do currículo de Weintraub, é evidente que o novo ministro não possui qualquer experiência, nem especialidade, na área da educação e gestão pública. Nos causa apreensão imaginar de que forma um economista, vinculado ao mercado financeiro, chefiará o MEC sem vislumbrar a educação também como mercadoria.

Além disso, o novo Ministro, recentemente, deu declarações onde defendia o expurgo de um suposto “marxismo cultural” dentro das Universidades Públicas, o que demonstra que tanto Weintraub, como Vélez, comungam dos mesmos dogmas e princípios, que, certamente, serão os condutores de suas decisões na pasta.

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