Nova diretoria do ATENS SN inicia seu mandado

“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.”
Fernando Birri, citado por Eduardo Galeano in “Las palabras andantes?” de Eduardo Galeano, publicado por Siglo XXI, 1994.

Somos um grupo de TNS que assumimos um compromisso com a categoria pelos próximos 3 anos: conduzir nosso Sindicato Nacional pelos rumos da representação legítima, cumprindo o nosso Estatuto e as Diretrizes Estratégicas aprovadas no nosso III Congresso.

Aristóteles nos ensina que homem é por natureza um animal político, que precisa de outras pessoas para se sentir pleno e feliz. Por isso, quando estamos juntos, nos sentimos protegidos, amados e valorizados. Quando nos organizamos em um sindicato, buscamos reconhecimento e dignidade, mas, principalmente, buscamos potencializar forças e produzir sinergia para fazer frente a desafios que se apresentam de forma assimétrica para o enfrentamento individual. Não por acaso, adotamos o slogan Juntos Somos Mais Fortes. Existir politicamente é viver solidariamente com outros seres semelhantes. O isolamento significa a destruição de nossa humanidade. Quanto mais interagimos, mais humanos nos tornamos.

A palavra sindicato tem origem no latim e no grego. No grego, “syn-dicos” é aquele que defende a justiça. No latim, “sindicus” denominava o “procurador escolhido para defender os direitos de uma corporação”. Está sempre relacionado a noção de defender e ser justo com uma certa coletividade. Mas o sindicalismo vai muito além da noção corporativa, para transformar-se em movimento social, que se dedica à defesa da democracia e à consciencialização perante os problemas mais amplos da sua classe, inserida no mundo do trabalho como trabalhadores que não detém os meios de produção e, por isso, precisam garantir o diálogo. E é por isso que este é um tema peremptoriamente tratado na Constituição Cidadã de 1988, que garante que cabe ao sindicato a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, como também, a participação obrigatória dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho, como forma de equilibrar o poder econômico nas relações de trabalho.

O atual contexto social, econômico e político apresenta um conjunto de novos desafios para o movimento sindical, perante as preocupantes desigualdades e injustiças que se acentuam no país e no mundo, em que a globalização do capital exige respostas firmes dos trabalhadores, sob pena de retroceder na conquista de direitos conquistados pela sociedade em geral no transcurso histórico da democratização no nosso país.

Os indicadores sociais refletem a grande crise que se abateu sobre nós, a partir de 2016. Segundo dados do IBGE, a taxa de desemprego subiu para 14,4%, no trimestre encerrado em agosto, a maior taxa da série histórica, iniciada em 2012, com 13,8 milhões de pessoas na fila do desemprego. Em 2018, o Brasil voltou a figurar no Mapa da Fome – lista de países onde 5% da população ingere menos calorias que o recomendável – com 10,3 milhões de pessoas enfrentando algum grau de insegurança alimentar, voltando ao patamar de 2004. Este quadro torna-se ainda mais grave com o avanço da pobreza: a parcela de brasileiros vivendo abaixo da linha da extrema pobreza subiu de 4,5% para 6,5% entre 2014 e 2018. Em números absolutos, são 9 milhões e 300 mil pessoas que vivem com menos de U$1,90 por dia. São números anteriores à pandemia. A ONU projeta que o Brasil pode atingir 9,5% de pessoas em situação de miséria, com a crise econômica e política agravada pela pandemia.

É neste contexto que enfrentamos no Brasil um governo de extrema direita, com orientação conservadora, reacionária e fundamentalista, e uma doutrina econômica neoliberal. O enfrentamento com setores progressistas da sociedade vem se dando por medidas extremamente prejudiciais para a população e para os trabalhadores, por meio de emendas constitucionais, decretos, leis e medidas arbitrárias, inúmeras vezes questionadas nas cortes supremas. As reformas no arcabouço legal sufocaram o Estado de Bem Estar Social inscrito na Constituição, mediante desfigurações como o congelamento dos gastos públicos por 20 anos, a reforma trabalhista, a reforma da previdência e a proposta de reforma administrativa, entre inúmeros outros atos que limitam a transparência e a participação social, pilares da democracia.

O serviço público federal vem sofrendo com a imposição da cartilha neoliberal do Banco Mundial, em que o estado mínimo representa, a um tempo, a redução dos gastos públicos e a abertura de mercado para a iniciativa privada. As políticas públicas, que buscam conferir cidadania e dignidade da pessoa humana, princípios fundamentais do Estado Democrático de Direito, mediante garantias dos direitos sociais, vêm sendo sucateadas, com orçamentos cada vez mais subtraídos, em favor dos compromissos com a dívida externa. No momento de uma crise intensa, sob a ameaça da pandemia do coronavírus, e a população mais vulnerável se encontra desassistida, os ricos concentram cada vez mais lucros, as desigualdades tomam proporções abissais e o projeto em curso visa privatizar e desestatizar serviços, de maneira cruel e deliberada.

Como parte desse cenário, as Universidades Federais sofrem com cortes de suas receitas, com a restrição à reposição dos quadros e com ingerências na gestão, inclusive por ameaças à autonomia universitária, que nos é tão cara, como condição para a liberdade de cátedra, o pluralismo de ideias e a gestão democrática do ensino público (Art. 206 da CF). Segundo dados do último Censo da Educação Superior (2019), do total de 8.603.824 milhões de matrículas no ensino superior, apenas 24,2% são da rede pública. Existem no país 2.608 instituições de educação superior e apenas 302 são públicas. Ainda assim, faz parte do horizonte do governo o sufocamento das Universidades Federais mediante a pactuação com Organizações Sociais (OS), como apresentado no famigerado Future-se. Atualmente, a principal tentativa de desmantelamento é a nomeação de reitores sem respeitar a indicação encaminhada pelos Conselhos Superiores, que representa a vontade da comunidade universitária. O ATENS estará sempre ao lado da democracia institucional, buscando seu aperfeiçoamento, mas jamais aceitaremos que o desejo da maioria seja usurpado.

Recentemente, o Tribunal Superior do Trabalho reafirmou os Técnicos de Nível Superior como categoria. A imagem que sempre nos impeliu à frente foi reconhecida de fato e de direito. Cabe a nós construirmos o futuro dos TNS das Universidades, imbuídos do espírito de solidariedade e de responsabilidade pelo avanço do processo civilizatório, pautando nossas práticas políticas sindicais na Declaração Universal dos Direitos do Homem, nas Convenções da OIT e na Constituição Federal de 1988 e tomando como princípios norteadores transversais o repúdio a toda forma de violência, a defesa da liberdade de expressão, a recuperação do espírito cidadão da Constituição Federal de 1988 e a defesa do trabalhador e de seus direitos.

Conheça a nova diretoria do ATENS Sindicato Nacional

DIRETORA PRESIDENTE

Angela Lobo Costa, Psicóloga Organizacional na UFRN, Natal/RN. Especialista em Negociação Coletiva e em Psicologia do Trabalho e das Organizações, Mestre em Gestão Pública.
Como Técnicos de Nível Superior das Universidades Federais, nossa categoria tem a responsabilidade de contribuir para a produção do conhecimento, da ciência, da cultura e das artes, que leva à construção de uma sociedade mais humana. Fazer parte do ATENS me traz a certeza de estar lutando por um mundo melhor, com justiça e paz social para todos! Juntos somos mais fortes!

VICE-DIRETORA PRESIDENTE

Rosa Cavalcante da Costa, Engenheira Civil aposentada da UFRN, Natal/RN. Especialista em Inteligência Competitiva e Mestre em Engenharia da Produção. Me sinto feliz de participar do ATENS Sindicato Nacional, desde a sua construção. Representante da categoria dos TNS, nosso Sindicato nasceu em decorrência das injustiças sofridas com a implementação do PCCTAE. Nossa atuação ética está inserida na luta política por educação pública, de qualidade e inclusiva para todos os brasileiros. Assim, me sinto plenamente representada pelo ATENS SN. Juntos somos mais fortes!

DIRETOR DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS

Sergio Brazão e Silva, Engenheiro Agrônomo na UFRA, Belém/PA. Doutor em Geologia e Geoquímica. Muito feliz por fazer parte deste grupo que discute os problemas brasileiros, como a oferta de educação de qualidade ao brasileiro e a busca da inclusão dos desfavorecidos. A procura pela justiça social aos brasileiros é importante para as soluções que as universidades apresentam. Juntos somos mais fortes!

 

SECRETÁRIO GERAL

Paulo Sérgio Nunes Menezes, Engenheiro Civil na UFG, Goiânia/GO. Especialista em Engenharia de Segurança e Mestre em Gestão Pública. O ATENS SN surgiu para alçar os TNS à condição de protagonistas de suas próprias lutas. Tenho muito orgulho de ter ajudado na construção do nosso Sindicato, e a certeza de que somente por meio dele é que conseguiremos o reconhecimento de nossa categoria. Juntos somos mais fortes!

DIRETORA DE POLÍTICA E CARREIRA

Gléce Kurzawa Cóser, Técnica em Assuntos Educacionais na UFSM, Santa Maria/RS. Mestre em Educação. Acredito no ATENS pois penso que juntos somos mais fortes. Quando compartilhamos, somamos, lutando em prol do direito da nossa categoria, e também dos movimentos sociais que acreditamos, para que se promova a melhoria nas condições de trabalho e na remuneração dos profissionais ocupantes de cargos de nível superior, contribuindo para o fortalecimento da Educação e desenvolvimento do nosso país. Juntos somos mais fortes!

DIRETORA DE FORMAÇÃO E POLÍTICA SINDICAL

Kardilândia Mendes de Oliveira, Farmacêutica na UFPB, João Pessoa/PB. Especialista em Hematologia Clínica e Mestre em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos. Para mim, o ATENS representa um trabalho em prol das políticas públicas sociais e inclusivas, em defesa do ensino gratuito de qualidade e de um sistema único de saúde que possam favorecer a população brasileira. É gratificante fazer parte desse grupo que expressa as minhas aspirações para o povo brasileiro. Juntos somos mais fortes!

DIRETOR DE COMUNICAÇÃO SOCIAL E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Ricardo Pinto Paiva, Tecnólogo em Vídeo Digital na UFPB, João Pessoa/PB. Mestre em Computação, Comunicação e Artes. Acredito que a união de pessoas e ideias, que encontrei no ATENS, é a maneira que temos para seguir em frente e crescer como trabalhadores e pessoas, trilhando um caminho comum para o melhor na educação e desenvolvimento pessoal e do nosso país. Juntos somos mais fortes!

DIRETORA DE ASSUNTOS DE APOSENTADORIA

Perla Alvez, Jornalista aposentada da UnB, Brasília/DF. Especialista em Marketing e Comunicação. Gratidão por pertencer ao ATENS! Sindicato de luta que pensa na educação de qualidade e inclusiva, políticas sociais, saúde não só para os Técnicos de Nível Superior das IFES, mas também para todos os Brasileiros. Se pauta na Declaração Universal dos Direitos do Homem, nas Convenções da OIT e na Constituição de 1988. Sindicato que repudia toda forma de violência, defende as minorias, a liberdade de expressão e sonha com dias melhores para todas e todos. Por isso, juntos somos mais fortes!

DIRETORA DE ARTICULAÇÃO NACIONAL

Rosário de Oliveira, Administradora aposentada da UFMG, Belo Horizonte/MG. Especialista em Gestão Universitária e Mestre em Administração. O ATENS me proporciona o sentido de coletividade, de humanidade e solidariedade. Me sinto gratificada por ter contribuído na construção deste Sindicato ético, independente, justo
e democrático!! Somos uma categoria e o #ATENSmeRepresenta!! Juntos somos mais fortes!