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Ditadura nunca mais

Há cinquenta e cinco anos, instaurou-se, no Brasil, o período mais sombrio da nossa história. Um golpe militar derrubou o Presidente João Goulart, democraticamente eleito, para instalar-se no poder por vinte e um anos.

Vivemos sob medidas autoritárias e supressão das liberdades civis. Com o AI-5, vieram os “anos de chumbo” quando censura, exílio, perseguição, tortura, prisão e mortes representavam a política de segurança nacional do governo. Perderam-se 434 vidas, documentadas pela Comissão Nacional da Verdade. Certamente, o saldo de desaparecidos e mortos é muito maior.

Estudantes e professores universitários, jovens secundaristas, intelectuais, artistas, políticos e membros do clero da Igreja Católica foram jogados nos porões do DOPS e do DOI-CODI e brutalmente torturados, sob a suspeita de participar de uma fantasiosa conspiração comunista para dominar o país.
Homens, mulheres, jovens, idosos e até crianças sofreram os mais perversos suplícios nas mãos de algozes e militares cruéis. Muito sangue e lágrimas forjaram o caminho para a democracia que hoje está, mais uma vez, sob ameaça.

Não podemos aceitar que o sofrimento de todas essas famílias seja esquecido. Há uma ferida aberta na sociedade que traz a lembrança dos anos mais violentos que vivemos e isso afeta a cada um de nós, que lutamos pela justiça e a paz social. Não há nada mais hediondo do que comemorar a selvageria daqueles tempos.

Recusamo-nos, como cidadãos e como trabalhadores, a apagar e reescrever as páginas mais dolorosas da história do Brasil, arrancando delas a verdade.

Precisamos manter viva a memória para que as novas gerações conheçam a verdade e valorizem o conjunto de garantias, direitos fundamentais e princípios, dos quais a sociedade, hoje, sequer imagina abrir mão, como a dignidade da pessoa humana, a liberdade de expressão, de imprensa e de associação, o pluralismo político e a cidadania, consagrados pela Constituição Federal de 1988.

Para que nunca nos esqueçamos! Para que jamais revivamos!

DITADURA NUNCA MAIS!

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