Contra a Reforma da Previdência, nós vencemos uma batalha, mas não a guerra

Na última segunda-feira, 24, o Presidente Michel Temer declarou que, após passadas as eleições, a proposta de Reforma da Previdência irá retornar as pautas do Congresso Nacional. De acordo com o Presidente, “os parlamentares não vão mais estar preocupados com possíveis impactos eleitorais dos seus votos”. Inicialmente, o Governo pretendia aprovar a Reforma no ínicio do ano, mas, após o Presidente alegar a necessidade de decretar uma intervenção federal no Rio de Janeiro, todas as discussões sobre a PEC precisaram ser interrompidas.

Por representar um enorme retrocesso aos direitos trabalhista, durante a tentativa de aprovar a reforma, várias entidades e categorias se uniram em prol da campanha “se votar, não volta”. Uma das ações que mais obtiveram retorno foi realizada aqui em Minas Gerais: com o apoio do ATENS Sindicato Nacional, foram instalados diversos outdoors no estado, principalmente em cidades consideradas bases eleitorais dos deputados mineiros que se encontram indecisos diante da pauta. Os outdoors buscavam conscientizar e alertar o eleitorado do parlamentar.

Foram convocadas paralisações e várias ações foram executadas para pressionar os deputados a não votarem pela aprovação da PEC. Até que, finalmente, conseguimos barrar tamanha manobra contra os trabalhadores. Mas, infelizmente, nossa suspeita de que essa vitória poderia ser revogada após as eleições foi confirmada. Mesmo sabendo que a população não admite a reforma nos moldes que foram propostos, o Governo ilegítimo insiste em aprovar um projeto, que é contra os interesses do povo. E sem procurar outra alternativa, colocam a conta nas costas dos trabalhadores.

Além das declarações sobre tentar retomar a reforma após as eleições, o Presidente também afirmou que, caso não seja possível aprovar a PEC ainda neste mandato, pretende procurar e convencer o seu sucessor a dar continuidade à proposta sem alterações. Por isso, precisamos ficar atentos aos nossos candidatos e seus programas de governo. Todos os presidenciáveis possuem um plano para a previdência e, nesse momento, devemos nos unir àqueles que estão dispostos a ouvir a população na construção de uma reforma que não puna mais aqueles que já tanto sofrem, sem tocar nos privilégios daqueles que já são tão beneficiados. No dia 07, também votaremos com consciência para deputados e senadores, buscando ter ao nosso lado aqueles que defendem o serviço público de excelência e um país mais justo e menos desigual!

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